Empresas de saúde não perderão relevância apenas porque surgiram novos concorrentes, novas tecnologias ou novos modelos de cuidado.
Podem perder relevância porque deixaram de perceber algo mais silencioso: cada geração passou a definir cuidado, confiança e valor de um jeito diferente.
Para alguns clientes, cuidado ainda é proximidade, vínculo e presença humana. Para outros, é autonomia, rapidez, clareza e capacidade de resolver sem fricção. Há quem confie na tradição. Há quem confie na experiência. Há quem escolha pela conveniência. Há quem só reconheça valor quando comprar e usar é simples, personalizado e coerente com a vida que leva.
O desafio, portanto, não é apenas atender Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z ao mesmo tempo. É entender que tentar cuidar de todos como se fossem um único cliente pode ser uma forma sofisticada de não cuidar bem de ninguém.
Foi a partir dessa provocação e com uma ambição genuína de aprofundar sobre os desejos dos consumidores de saúde nesta e na próxima década que nós do Horizontes Hub desenvolvemos o estudo ‘Gerações na Saúde: o desafio de entender, atender e cuidar de 4 gerações de clientes’.
O estudo explora um olhar amplo para o mercado de saúde e bem-estar, mas também um olhar aplicado às oportunidades, fragilidades e potências da Unimed-BH sobre o tema. A intenção é transformar um desafio comum das empresas em uma vantagem competitiva: usar o contraste geracional para orientar novas estratégias de cuidado, experiência, relacionamento, acesso, produtos e posicionamento.
Além de nos perguntar se estamos preparados para cuidar de quatro gerações ao mesmo tempo, o estudo também adiciona a pergunta se estamos preparados para continuar relevantes para todas elas, sem tratá-las como se fossem uma só.
Este estudo é um convite para aprofundar essa reflexão e, então, estimular novas ações.